Wednesday, October 19, 2011

(Source: scarymansion)

Tuesday, October 18, 2011
dudeltopf:

Jour de morts by Carlos Schwabe (1866 – 1926).

dudeltopf:

Jour de morts by Carlos Schwabe (1866 – 1926).

O MENSAGEIRO DO DIABO (texto escrito em 2004!)
Ontem finalmente assisti meu “Night of the Hunter” (conhecido por aqui como “O Mensageiro do Diabo”). Que filme *sensacional!!* Não existe *nada* igual à esse filme, eu garanto, e a experiência de assisti-lo ontem de madrugada foi uma das melhores dos úlitmos anos.
O filme de 1955 foi a única coisa que o ator Charles Laughton dirigiu. O roteiro estranho (ainda MAIS estranho para a época) só conseguiu financiamento quando o nome de Robert Mitchum foi garantido como estrela. Ainda assim, o estúdio estava mais interessado em promover outro filme de Mitchum, deixando de lado a promoção de “Night of the Hunter”. Por fim, o filme foi uma bomba nas bilheterias e malhado sem dó pelos críticos que, irritados, sabiam em sua maioria que não tinham gostado dele mas não conseguiam bem definir o porquê, ou como classifica-lo. Laughton nunca mais conseguiu dirigir outro filme novamente. Se tivesse continuado a carreira de diretor, seu nome hoje em dia provavelmente estaria entre os grandes.
Todo mundo diz a mesma coisa e eu sou obrigado a concordar - o filme estava muito além de seu tempo, e mesmo hoje em dia foge completamente de qualquer convenção. Como eu disse acima, não há nada igual à esse filme! 
Na história, Mitchum interpreta um padre que acredita estar sendo guiado por Deus; Isso significa, no caso, matar 22 viúvas numa tentativa de livrar o mundo das criaturas pecadoras supremas, as mulheres. Enquanto ele foge com um carro roubado, o pai de duas crianças rouba um banco, mata duas pessoas e esconde com as crianças o dinheiro, fazendo-as prometer que nunca contarão onde ele está. Antes de sua execução, porém, o pai das crianças fica em uma sela junto com o padre, preso por 30 dias por ter roubado o carro. 30 dias depois, o pai está morto, e o padre vai atrás do dinheiro… atrás das crianças.
O que se segue é uma mistura fantástica de filme de horror, thriller de serial killer e fábula infantil no estilo “mamãe ganso” (nas próprias palavras de Laughton), dirigida em Preto e Branco com um forte tom expressionista. O que o diretor faz com a mistura de gêneros, com as sombras, com a música… o modo como ele cria um mundo de sonhos ao mesmo tempo malígno (puramente, indubitavelmente malígno), ingênuo e crescentemente surreal é BRILHANTE. O bem e o mal nesse filme são simples, tão preto e branco quanto à fotografia; E são o bem e o mal vistos através dos olhos de crianças. Mitchum ameaça de forma violenta os pobres fedelhos, os intimida como só o “lobo-mau” poderia fazer, e ninguém além deles percebe o quanto esse sujeito é mal. Com LOVE e HATE tatuados nas mãos, seu jeito manso e venenoso de comunicar sua perversidade simples (Ele é MAL. PONTO.), e o modo como ele lentamente invade a vida das crianças e a fratura toda por dentro, faz dele um autêntico e palpável bicho-papão, e o filme faz você ser capaz de sentir medo de alguém assim novamente — ou de perceber que nunca deixou de faze-lo. 
E o mundo, no filme, parece refletir o mal do Padre - a casa onde vivem as crianças tem ângulos estranhos e espaços bizarros; Em um plano sempre citado, um trem negro avança cuspindo fumaça, tornando-se um símbolo poderoso do mal; E as músicas de igreja cantaroladas por Mitchum no meio da noite, além das constantes referências às escrituras, dá até mesmo às palavras santas a cara de algo que só serve, no final, para anunciar o fim de tudo que é Bom. A música, composta por Walter Schuman, contribui muito para o a mistura entre a inocência e o mal, o angelical e o profano — e é um daqueles scores que fazem com que seja impossível imaginar o filme sem ele, de tão inspirado e perfeitamente alinhado com as idéias do filme que ele é - brutal aqui, onírico ali, brutal novamente… “É um mundo cruel para os pequeninos”, diz uma personagem importante em certo ponto, e não há como não concordar com ela quando chegamos lá. 
É um filme fantástico, e é uma pena que até hoje ele continue tão escondido. É um dos filmes mais assustadores que eu já vi, e em alguns momentos um dos mais bonitos. É sobre (entre outras coisas) como o amor, as coisas boas e a realidade da infância são frágeis, e como a ganância e a loucura podem acabar com você. É sobre medo; Sobre medo e morte na noite do caçador.

O MENSAGEIRO DO DIABO (texto escrito em 2004!)

Ontem finalmente assisti meu “Night of the Hunter” (conhecido por aqui como “O Mensageiro do Diabo”). Que filme *sensacional!!* Não existe *nada* igual à esse filme, eu garanto, e a experiência de assisti-lo ontem de madrugada foi uma das melhores dos úlitmos anos.

O filme de 1955 foi a única coisa que o ator Charles Laughton dirigiu. O roteiro estranho (ainda MAIS estranho para a época) só conseguiu financiamento quando o nome de Robert Mitchum foi garantido como estrela. Ainda assim, o estúdio estava mais interessado em promover outro filme de Mitchum, deixando de lado a promoção de “Night of the Hunter”. Por fim, o filme foi uma bomba nas bilheterias e malhado sem dó pelos críticos que, irritados, sabiam em sua maioria que não tinham gostado dele mas não conseguiam bem definir o porquê, ou como classifica-lo. Laughton nunca mais conseguiu dirigir outro filme novamente. Se tivesse continuado a carreira de diretor, seu nome hoje em dia provavelmente estaria entre os grandes.

Todo mundo diz a mesma coisa e eu sou obrigado a concordar - o filme estava muito além de seu tempo, e mesmo hoje em dia foge completamente de qualquer convenção. Como eu disse acima, não há nada igual à esse filme! 

Na história, Mitchum interpreta um padre que acredita estar sendo guiado por Deus; Isso significa, no caso, matar 22 viúvas numa tentativa de livrar o mundo das criaturas pecadoras supremas, as mulheres. Enquanto ele foge com um carro roubado, o pai de duas crianças rouba um banco, mata duas pessoas e esconde com as crianças o dinheiro, fazendo-as prometer que nunca contarão onde ele está. Antes de sua execução, porém, o pai das crianças fica em uma sela junto com o padre, preso por 30 dias por ter roubado o carro. 30 dias depois, o pai está morto, e o padre vai atrás do dinheiro… atrás das crianças.

O que se segue é uma mistura fantástica de filme de horror, thriller de serial killer e fábula infantil no estilo “mamãe ganso” (nas próprias palavras de Laughton), dirigida em Preto e Branco com um forte tom expressionista. O que o diretor faz com a mistura de gêneros, com as sombras, com a música… o modo como ele cria um mundo de sonhos ao mesmo tempo malígno (puramente, indubitavelmente malígno), ingênuo e crescentemente surreal é BRILHANTE. O bem e o mal nesse filme são simples, tão preto e branco quanto à fotografia; E são o bem e o mal vistos através dos olhos de crianças. Mitchum ameaça de forma violenta os pobres fedelhos, os intimida como só o “lobo-mau” poderia fazer, e ninguém além deles percebe o quanto esse sujeito é mal. Com LOVE e HATE tatuados nas mãos, seu jeito manso e venenoso de comunicar sua perversidade simples (Ele é MAL. PONTO.), e o modo como ele lentamente invade a vida das crianças e a fratura toda por dentro, faz dele um autêntico e palpável bicho-papão, e o filme faz você ser capaz de sentir medo de alguém assim novamente — ou de perceber que nunca deixou de faze-lo. 

E o mundo, no filme, parece refletir o mal do Padre - a casa onde vivem as crianças tem ângulos estranhos e espaços bizarros; Em um plano sempre citado, um trem negro avança cuspindo fumaça, tornando-se um símbolo poderoso do mal; E as músicas de igreja cantaroladas por Mitchum no meio da noite, além das constantes referências às escrituras, dá até mesmo às palavras santas a cara de algo que só serve, no final, para anunciar o fim de tudo que é Bom. A música, composta por Walter Schuman, contribui muito para o a mistura entre a inocência e o mal, o angelical e o profano — e é um daqueles scores que fazem com que seja impossível imaginar o filme sem ele, de tão inspirado e perfeitamente alinhado com as idéias do filme que ele é - brutal aqui, onírico ali, brutal novamente… “É um mundo cruel para os pequeninos”, diz uma personagem importante em certo ponto, e não há como não concordar com ela quando chegamos lá. 

É um filme fantástico, e é uma pena que até hoje ele continue tão escondido. É um dos filmes mais assustadores que eu já vi, e em alguns momentos um dos mais bonitos. É sobre (entre outras coisas) como o amor, as coisas boas e a realidade da infância são frágeis, e como a ganância e a loucura podem acabar com você. É sobre medo; Sobre medo e morte na noite do caçador.

Thursday, February 10, 2011
Tuesday, February 8, 2011
From Nat Turner by Kyle Baker
Baker´s How to Draw Stupid and Other Essentials of Cartooning is a book everyone who likes comics should read. It´s a small book packed with all you need to begin a real appreciation of what makes a cartoon design great, plus it just breathes with the pure irreverent, freeform spirit of a great cartoonist. Not a technical book in any way, and if you have children into drawing, you really really REALLY should buy them a copy!

From Nat Turner by Kyle Baker

Baker´s How to Draw Stupid and Other Essentials of Cartooning is a book everyone who likes comics should read. It´s a small book packed with all you need to begin a real appreciation of what makes a cartoon design great, plus it just breathes with the pure irreverent, freeform spirit of a great cartoonist. Not a technical book in any way, and if you have children into drawing, you really really REALLY should buy them a copy!

From The Tale of One Bad Rat by Bryan Talbot

From The Tale of One Bad Rat by Bryan Talbot

Art from The Adventures of Luther Arkwright by Bryan Talbot

Art from The Adventures of Luther Arkwright by Bryan Talbot

Tumblr needs more BRIAN BOLLAND!! \0/

Tumblr needs more BRIAN BOLLAND!! \0/

Monday, February 7, 2011
I should create a tumblr page of nothing but cartoon pencils! And one just for Kubert. :)
Speaking of pencils, heard DC Comics plans to release a collection of one of Jim Lee´s Batman stories with every page in it´s pencil stage. Awesome idea — Jim Lee is not among my favorites these days, but his sheer competence and boldness is a marvel (eh!) to behold, and that comes through full force in his pencils. The inks just take away so much from his work… As if all the energy was contained and diluted somehow.
Hey! Haven´t your head? Taschen released (will release?) a BIG. GLOSSY. EXPENSIVE book all about DC Comics. It´s OFFICIALLY respectable now, folks!!

I should create a tumblr page of nothing but cartoon pencils! And one just for Kubert. :)

Speaking of pencils, heard DC Comics plans to release a collection of one of Jim Lee´s Batman stories with every page in it´s pencil stage. Awesome idea — Jim Lee is not among my favorites these days, but his sheer competence and boldness is a marvel (eh!) to behold, and that comes through full force in his pencils. The inks just take away so much from his work… As if all the energy was contained and diluted somehow.

Hey! Haven´t your head? Taschen released (will release?) a BIG. GLOSSY. EXPENSIVE book all about DC Comics. It´s OFFICIALLY respectable now, folks!!

Emil Nolde
The Prophet
Woodcut

Emil Nolde

The Prophet

Woodcut

Saturday, February 5, 2011